Só para loucos
 

Agora um novo Blog, ESTE CONTINUA FUNCIONANDO, mas caso queiram, dêem uma passada lá

http://noitelupina.blogspot.com



Escrito por Teatro de Lobos às 16h24
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  Diário

De novo, não tenho nada a contar
só uns poemas que rabisquei
(poemas rubros)
num velho bloco de notas ao lado do telefone
Posso até dizer que neles existe certo encantamento
E surpresa
Talvez até um pouco de remorso humano
Mas de novo, nenhuma novidade.
E adormeço...

Gustavo Chaves


Escrito por Teatro de Lobos às 00h55
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Quero soltar pulos de alegria
sobre o chão desta cidade
                                            que amolece
                                            Que adormece
e teima em renascer em mim!

(chega um dia que não renasce)

Gustavo Chaves

 



Escrito por Gustavo Chaves às 08h50
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  As flores do fim.

Quando a vida real for um sonho distante,
Um quadrande perdido no meio do espaço
Quando o não e a ausência baterem à porta
E as comportas da dor irromperem no peito,

Quando o dia não for mais que o cerne partido
De alguma esperança esquecida no tempo
E o vazio negrume da noite sem lua
Espelhar teu semblante, teu corpo, tu’alma.

São as flores do fim
Quase a desabrochar.

Diz-me, ó indecisa flor:
Existe mal em desejar o inevitável?

Eis que as flores do fim
Permanecem assim
Eternamente entreabertas
Para mim

Lucas Parente



Escrito por Gustavo Chaves às 22h14
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  Poemas verdes.


I – O espanto é verde.

Retinóicas palavras,
Olhares súbitos
Numa alameda de eucaliptos.

II – Verde é o tempo.

A tarde elástica
É lástima que se distende infinita,
E o meu eu estático
No prático desígnio atual – agora!

De força e rigidez eu me sustento,
E espero.

III – A prata é verde.

Luzes para sempre roubadas,
Covardia diuturna;
Procissão, desfile, parada –
Furna, meandro, covil.

Turvam-se as águas, amigo,
Enchamos, pois, nosso cantil.

Lucas Parente



Escrito por Gustavo Chaves às 14h43
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  Recomposição



A recomposição das dores
Dos cantos, clamores, dos prantos
Dos tantos, outros tantos mais;
Dos amores, dos ais.

Redecifrar os sinais
Mais sofridos, cabais;
Tatuagens, torturas, tribais
Tuas loucas tonturas, viagens,
Mensagens sonhadas, vozes animais.

Reescrever o agora e o futuro;
No escuro do outrora acender
A chama ancestral de um ser
Que eu quis ser sem querer

Como quem morre só pra reviver.

Lucas Parente.



Escrito por Gustavo Chaves às 21h30
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  Crepúsculo

Foto: Nick Knight

O crepúsculo do amanhacer é, sem dúvidas, o mais belo fenômeno comum que a natureza pode proporcionar ao ser humano, só que ele vem bem cedinho, ainda quando todos dormem, pois o homem despreparado e com sua mente limitada a si mesmo, explodiria diante de tanta beleza, seus olhos, acostumados a ler o mundo reto, cegariam diante do excesso de luz;  e sua sociedade; e seus valores, não suportariam espetáculo tão livre e radiante.

Gustavo Chaves



Escrito por Gustavo Chaves às 13h45
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  Dos poemas que chegam

O barco singra
e eu me perco na imensidão azul
desta tarde inteiramente azul

mas ignoro...

Gustavo Chaves



Escrito por Gustavo Chaves às 10h38
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  Canção da desesperança (ou visões ingratas II)

Não era triste toda a passagem

A carruagem que se (nos) transportava azul

Reluzia céu

E esperanças desciam sobre o paisagem,

Mas então olhávamos ao longe

O horizonte ameaçava-nos

Nós, mortais quente-frios,

Onde chegaremos?

O horizonte nunca finda

E a jornada encerra-se, antes que cheguemos lá

E não chegamos, nem com a carruagem azul!

Contudo findamos também azuis

Céu aberto de desejos

E caminho?

 

 

Fico a perguntar-me:

E o caminho?

 

 

Gustavo Chaves



Escrito por Gustavo Chaves às 17h09
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  Conceito de Poesia

Poesia é tudo aquilo que,
em se explicando,
perde-se a magia
.

Lucas Parente



Escrito por Gustavo Chaves às 14h40
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para Camila Campos

 

Minha poesia são teus lábios

Ou muito além dos teus lábios

Meus versos são teu corpo

Fervendo, envolto no meu

 

É muito mais poesia o que toco

Ainda além do concreto

Minha poesia é o estudo

Destes teus olhos

Que mais parecem falar.

 

Gustavo Chaves



Escrito por Gustavo Chaves às 21h51
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  Espelhocídio

Ao ver-te, verme,

Desejo a tua morte

Então, quebro o espelho

Wilson Chaves



Escrito por Gustavo Chaves às 21h25
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  Da América (ou do Amor)

Sob o céu da América Latina

Teço os meus relatos

(Olho o sol que brilha a noite

E que deram pra chamar de lua)

Vejo nos olhos que cintilam e refletem a noite

Uma ultima gota de esperança

E tantas outras de suor já derramado.

 

Todo o céu se fecha

E o horizonte não se abre

Senão limita

E os olhos fecham de sono

Toda a esperança transformar-se-á em sonhos

 

E o vômito, a enxaqueca,

De uma América sem vida, findará

Tudo renascerá da lama (e também das cinzas)

E por fim o amor brilhará.

Mais que lua, mais que qualquer sol.

Amém.

 

Gustavo Chaves



Escrito por Gustavo Chaves às 21h23
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  Apreciações (a) diversas

 

I

Olhar janela afora
Toda a beleza construída.
A pureza do teu concreto
O azul de tua piscina
O almejado cinza do teu céu
Apreciar demoradamente teu verde
Das quadras de tênis talvez
Toda a luminosidade elétrica da tua escuridão
Da tua destruída escuridão natural
Entregar-se à tua vaidade
Impura e devastadora
O canto dos pássaros suprimidos

A excentricidade comum
Do silêncio do teu centro
Caídos, alcoolizados te renegam
A urbanização imposta
Tão aceita e venerada
São observações de uma noite não calada.
 
Gustavo Chaves


Escrito por Gustavo Chaves às 21h58
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  Quase

                           para Maira Mota

Até que um dia me apareceu:

Calada

Mas dizia me amar!

Não havia mais tempo

Não havia mais mundo.

 

Gustavo Chaves

 

 



Escrito por Gustavo Chaves às 19h46
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