I – O espanto é verde.
Retinóicas palavras,
Olhares súbitos
Numa alameda de eucaliptos.
II – Verde é o tempo.
A tarde elástica
É lástima que se distende infinita,
E o meu eu estático
No prático desígnio atual – agora!
De força e rigidez eu me sustento,
E espero.
III – A prata é verde.
Luzes para sempre roubadas,
Covardia diuturna;
Procissão, desfile, parada –
Furna, meandro, covil.
Turvam-se as águas, amigo,
Enchamos, pois, nosso cantil.
Lucas Parente