Só para loucos
  Poemas verdes.


I – O espanto é verde.

Retinóicas palavras,
Olhares súbitos
Numa alameda de eucaliptos.

II – Verde é o tempo.

A tarde elástica
É lástima que se distende infinita,
E o meu eu estático
No prático desígnio atual – agora!

De força e rigidez eu me sustento,
E espero.

III – A prata é verde.

Luzes para sempre roubadas,
Covardia diuturna;
Procissão, desfile, parada –
Furna, meandro, covil.

Turvam-se as águas, amigo,
Enchamos, pois, nosso cantil.

Lucas Parente



Escrito por Gustavo Chaves às 14h43
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