Canção da desesperança (ou visões ingratas II)
Não era triste toda a passagem
A carruagem que se (nos) transportava azul
Reluzia céu
E esperanças desciam sobre o paisagem,
Mas então olhávamos ao longe
O horizonte ameaçava-nos
Nós, mortais quente-frios,
Onde chegaremos?
O horizonte nunca finda
E a jornada encerra-se, antes que cheguemos lá
E não chegamos, nem com a carruagem azul!
Contudo findamos também azuis
Céu aberto de desejos
E caminho?
Fico a perguntar-me:
E o caminho?
Gustavo Chaves
Escrito por Gustavo Chaves às 17h09
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