Solidão (ou solstício de verão)
I
O homem luta como o sol Que insiste em começar a brilhar E se põe em êxtases milenares E finda sem medo, remorso ou tristeza Na eterna esperança de renascer
II
Na longa jornada há o caminho obliquo E na impossível escolha concretiza-se: O desejo de ser só
III
Sob luas: aquário radiante e indeciso Sabe do presente Mas também sabe temer o futuro.
IV
Que os olhos só enxerguem verdades E que esta não tapem os amigos Na certeza de findar.
V
Prometeram vindouros tempos De união e perseverança, Mas a avenida volta-se para si mesma Tal qual o homem Tal qual deus.
Gustavo Chaves
Escrito por Gustavo Chaves às 20h09
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